Áries
20/03 - 20/04
A missão de Áries é a conquista, o pioneirismo e a ação. Dotados de qualidades como a coragem e a grande energia, Áries nasceu para liderar, para abrir caminhos e colaborar com a evolução do mundo através de suas idéias inventivas e originais. O equilíbrio é alcançado quando se torna capaz de sair de si mesmo e considerar a importância do outro, impedindo que se torne egoísta e irascível, não sendo capaz de enxergar nada mais que suas próprias idéias e opiniões. Precisa aprender a cultivar qualidades de diplomacia e justiça, ponderando os vários lados de qualquer questão. Conectar-se um pouco mais com seu lado sensível e amoroso pode salvá-lo de tornar-se "duro" demais; deve sempre que possível exercitar a capacidade de cooperação através de trabalhos de grupo.

A Força
São as dificuldades, as dores e os obstáculos que encontramos ao longo da vida que nos alimenta a força, a sabedoria e a capacidade de superação. Quando aprendemos a ouvir o que o Cósmico nos diz através de cada batalha a ser vencida, tentando analisar com humildade nossa posição nela, logo aprendemos que nossa história só depende de nós mesmos. Até que ponto estamos certos ou errados, o que precisamos aprender com aquela dificuldade, a quem ferimos no passado para que experimentemos dor neste momento? É através deste entendimento que se torna possível passarmos da posição de meros espectadores ou fantoches de um "destino" a escritores de nossa própria história.
 
Pensar, transformar, existir
O mundo está mudando e já não há mais lugar para velhos comportamentos. É hora de refletir sobre o lugar que gostaríamos de ocupar nele.

Já a algum tempo venho pensando em como todos esses acontecimentos que temos presenciado nos últimos anos (tsunamis, guerras santas, atos terroristas, etc) vêm nos forçando a encarar velhos conceitos. Está ficando cada vez mais difícil ignorar que algo de grandioso está acontecendo no mundo. Nada nos comove e nos assusta mais que a idéia da fragilidade da vida, do quanto o sofrimento e a morte parecem estar à espreita, nos observando por trás da cortina da sala. E é nesses momentos de incerteza e de medo que começamos a refletir sobre o que está errado no mundo - na religião, na política, no interior do homem.

Ouvir as estrelas pode ajudar um pouco na compreensão do que anda acontecendo. Vejamos:

Estamos em plena passagem de Plutão pelo signo de Sagitário, evento celeste que deverá durar até por volta de 2008. Na mitologia, Plutão é o deus dos infernos, o encarregado das almas dos mortos, guardião dos segredos das profundezas. Diante deste deus as máscaras caem, os homens se despojam daquilo que não serve mais e se tornam aquilo que são. Neste processo os aspectos mais sombrios da personalidade acabam por emergir, e não é um caminho fácil porque muito daquilo que se esforça para esconder acaba vindo à luz, como monstros difíceis de domar. E é neste caminho doloroso, de perdas em vários níveis, que os homens têm a oportunidade de encontrarem o verdadeiro sentido de sua existência e de se decidirem a trabalhar por ela, reconstruindo-se. É o momento de escolher entre o mal ou o bem, entre o sofrimento ou o alívio. Onde Plutão passa, é hora de destruir o que não serve mais, a fim de dar lugar a um novo comportamento.

A palavra de ordem de Plutão é transformação.

E é justamente agora, que Plutão transita por Sagitário, signo da ética, da filosofia e da religião, que sentimos que estas mesmas estruturas de pensamento estão ficando seriamente abaladas. Me pergunto até onde as religiões tradicionais conseguirão segurar a enxurrada de fatos (especialmente na ciência) que apontam para novas verdades. Até onde os sistemas políticos e filosóficos conseguirão explicar e administrar o mundo novo que emerge, gritando a plenos pulmões (inclusive através da dor e da destruição) que é necessária e urgente uma nova postura diante da vida. Não há mais lugar para velhos comportamentos, velhas idéias. É preciso enfrentar os dogmas, reformar as leis, libertar o pensamento.

O centauro, ser mitológico metade homem, metade cavalo, símbolo do signo de Sagitário, e que personificava as forças mais grosseiras da natureza, pode nos dar mais uma pista. Se pensarmos em Quíron, centauro que se diferenciou dos demais, naturalmente selvagens e irrefletidos, por suas qualidades de sabedoria, reflexão e dom de cura (Quíron se tornou mestre de muitos heróis da mitologia, como Hércules e Édipo), não fica difícil pensar que é hora de deixarmos para trás a "animalidade" do cavalo e nos aplicarmos mais no desenvolvimento da parte humana, com tudo o que isso implica - revelações, mortes, alegrias, dor, descobertas. Não há outro caminho se quisermos partilhar positivamente das mudanças que fatalmente virão, e que já podem ser vislumbradas por aqueles que têm "olhos de ver".


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Patricia Ariel é astróloga e estudiosa de tarô. Artista plástica (ilustradora e designer gráfico), tem formação em Arte-educação/História da Arte pela UERJ.
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