19 de Janeiro de 2012 - 20:56
Rio Sem Miséria chega a Queimados e Nilópolis
O Governo do Estado lançou, nesta quinta-feira (19/01), em Queimados e Nilópolis, os programas Renda Melhor e Renda Melhor Jovem, componentes do Rio Sem Miséria, primeiro plano de superação da pobreza extrema do país. Em Nilópolis, o Renda Melhor atenderá 4.500 famílias e o Renda Melhor Jovem beneficiará quase 600 jovens. Já em Queimados serão 7.500 inseridas no programa e quase mil jovens no Renda Melhor Jovem.
“O Renda Melhor atenderá, ainda este ano, 250 mil famílias, 1 milhão de pessoas, em todo estado do Rio de Janeiro. É algo extraordinário, que muda a vida das pessoas. No ano passado, nós lançamos o programa nos municípios de Japeri, Belford Roxo, São Gonçalo e Magé. Fizemos a experiência, verificamos como laboratório e agora estamos lançando em todo o estado. É impressionante, a economia do município muda, o dinheiro circula. Vai melhorar a alimentação das famílias, das crianças, e depois a pessoa passa a comprar um eletrodoméstico, uma roupa melhor. E isso vai mudando a vida das pessoas”, disse o governador Sérgio Cabral.
O Renda Melhor é um programa de transferência de renda do Estado destinado às famílias que vivem mensalmente com menos de R$ 100 per capita. A situação de pobreza também é caracterizada com base em informações do Cadastro Único, levando em consideração não apenas a renda declarada, mas também as condições de moradia, saneamento, escolaridade dos membros da família e a presença de grupos vulneráveis (pessoas com deficiência, idosos e crianças), entre outros fatores. O beneficio varia de R$ 30 a R$ 300. Em Nilópolis o investimento mensal será de cerca de R$ 400 mil e em Queimados de cerca de R$ 700 mil.
A partir de fevereiro, as famílias beneficiadas pelo programa nos dois municípios receberão o cartão compartilhado do Renda Melhor e do Bolsa Família. O benefício começará a ser pago a partir de março.
O Renda Melhor Jovem é uma poupança-escola anual, destinada aos jovens integrantes de famílias beneficiadas pelo Renda Melhor, que estejam matriculados na Rede Regular de Ensino Médio Estadual e que tenham até 18 anos incompletos. O estudante receberá o benefício, ao ser aprovado no fim de cada ano letivo, da seguinte forma: ao concluir a 1ª série, recebe R$ 700; ao concluir a 2ª série, recebe R$ 900; e ao terminar a 3ª série, recebe R$ 1 mil. Caso curse Ensino Profissionalizante, em quatro anos, ao final do último ano, o estudante receberá ainda R$ 1,2 mil. Com a conclusão do Ensino Médio, o beneficiado poderá receber ainda mais R$ 500 adicionais, caso apresente bom desempenho na prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Os valores são depositados em conta poupança no Banco do Brasil e o jovem pode sacar até 30% do benefício anualmente. O saldo total, corrigido ao longo dos anos, só pode ser sacado após a conclusão do Ensino Médio. Mais do que incentivar a permanência do jovem na escola, o Renda Melhor Jovem busca contribuir para a redução da repetência e da defasagem idade-série, melhorando os índices de qualidade do aprendizado e estimulando a conclusão do Ensino Médio.
Moradora de Nilópolis, a catadora de material reciclável Jurema da Silva, de 28 anos, vê no programa uma chance de alimentar melhor os cinco filhos: Patrick, 12 anos; Ronald, 6; Rodério, 7; André Felipe, 4 e Kaikke Leonardo, 2. Ela vive com cerca de R$ 150, que ganha como catadora e R$ 198 do Bolsa Família.
“Esse dinheiro vai ajudar a comprar coisas melhores para as crianças, iogurte, biscoito, material escolar e coisas para dentro de casa”, contou Jurema, que não recebe pensão dos pais das crianças.
Para a dona de casa Janaína Cardoso, de 44 anos, alimentação também é o maior problema enfrentado pela família, composta ainda pelo companheiro e os quatro filhos: Willian, 15; Jéssica, 13; Joyce, 8 e Vanessa, 3.
“O salário do meu marido é pouco para sustentar todo mundo. Ele faz biscates como pedreiro e o máximo que consegue trazer para casa são R$ 500 por mês. A alimentação é um problema sério, às vezes chega a faltar até arroz. Roupa também é uma dificuldade. O Renda Melhor vai dar uma aliviada. Vai dar para comprar legumes, frutas, ajudar nas compras. Se der, também gostaria de ampliar a casa, que hoje é só um quarto, cozinha e banheiro”, falou Janaína.
Em Queimados, o Renda Melhor vem ajudar a família de Sonia Jesuina, 44 anos, mãe de sete filhos com idade entre 20 e 2 anos. Ela não trabalha para poder cuidar, integralmente, da filha de 16 anos que é deficiente. Sem ajuda dos pais, ela cria sozinha os cinco filhos que ainda moram com ela com o que recebe do Bolsa Família, algo em torno dos R$ 230.
“Eu não acreditei quando a assistente social foi à minha casa e disse que eu começaria a receber, em março, uma complementação de renda. Com esse dinheiro vou comprar mais comida e tenho a certeza de que meus filhos não vão passar fome. Além disso, todos eles dormem no chão e quando chove molha tudo. Meu maior sonho e, eu vou conseguir realizá-lo, é reformar a minha casa”, explicou Sonia.
Outra família que vai receber o benefício é a da dona de casa Susie Rodrigues. Ela é mãe de sete filhos com idade entre 24 anos e nove meses. Sua filha, Daiana, de 16 anos, também já é mãe de uma menina de três meses. Sem ajuda dos pais das crianças, a dona de casa sustenta a família com os R$ 166 que recebe do Bolsa Família.
“O meu ex-marido, que é pai dos meus dois filhos menores, é pedreiro e ajuda com o que pode. O dinheiro do Renda Melhor vai me ajudar a comprar produtos de higiene e limpeza, que sempre acabam faltando. Eu agradeço a Deus, em primeiro lugar, pelo que ele está fazendo para mim. Depois ao governo, por esse dinheiro. Agora na minha vida só está faltando um emprego, porque é ele que traz dignidade”, explica Susie.
“O Renda Melhor atenderá, ainda este ano, 250 mil famílias, 1 milhão de pessoas, em todo estado do Rio de Janeiro. É algo extraordinário, que muda a vida das pessoas. No ano passado, nós lançamos o programa nos municípios de Japeri, Belford Roxo, São Gonçalo e Magé. Fizemos a experiência, verificamos como laboratório e agora estamos lançando em todo o estado. É impressionante, a economia do município muda, o dinheiro circula. Vai melhorar a alimentação das famílias, das crianças, e depois a pessoa passa a comprar um eletrodoméstico, uma roupa melhor. E isso vai mudando a vida das pessoas”, disse o governador Sérgio Cabral.
O Renda Melhor é um programa de transferência de renda do Estado destinado às famílias que vivem mensalmente com menos de R$ 100 per capita. A situação de pobreza também é caracterizada com base em informações do Cadastro Único, levando em consideração não apenas a renda declarada, mas também as condições de moradia, saneamento, escolaridade dos membros da família e a presença de grupos vulneráveis (pessoas com deficiência, idosos e crianças), entre outros fatores. O beneficio varia de R$ 30 a R$ 300. Em Nilópolis o investimento mensal será de cerca de R$ 400 mil e em Queimados de cerca de R$ 700 mil.
A partir de fevereiro, as famílias beneficiadas pelo programa nos dois municípios receberão o cartão compartilhado do Renda Melhor e do Bolsa Família. O benefício começará a ser pago a partir de março.
O Renda Melhor Jovem é uma poupança-escola anual, destinada aos jovens integrantes de famílias beneficiadas pelo Renda Melhor, que estejam matriculados na Rede Regular de Ensino Médio Estadual e que tenham até 18 anos incompletos. O estudante receberá o benefício, ao ser aprovado no fim de cada ano letivo, da seguinte forma: ao concluir a 1ª série, recebe R$ 700; ao concluir a 2ª série, recebe R$ 900; e ao terminar a 3ª série, recebe R$ 1 mil. Caso curse Ensino Profissionalizante, em quatro anos, ao final do último ano, o estudante receberá ainda R$ 1,2 mil. Com a conclusão do Ensino Médio, o beneficiado poderá receber ainda mais R$ 500 adicionais, caso apresente bom desempenho na prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Os valores são depositados em conta poupança no Banco do Brasil e o jovem pode sacar até 30% do benefício anualmente. O saldo total, corrigido ao longo dos anos, só pode ser sacado após a conclusão do Ensino Médio. Mais do que incentivar a permanência do jovem na escola, o Renda Melhor Jovem busca contribuir para a redução da repetência e da defasagem idade-série, melhorando os índices de qualidade do aprendizado e estimulando a conclusão do Ensino Médio.
Moradora de Nilópolis, a catadora de material reciclável Jurema da Silva, de 28 anos, vê no programa uma chance de alimentar melhor os cinco filhos: Patrick, 12 anos; Ronald, 6; Rodério, 7; André Felipe, 4 e Kaikke Leonardo, 2. Ela vive com cerca de R$ 150, que ganha como catadora e R$ 198 do Bolsa Família.
“Esse dinheiro vai ajudar a comprar coisas melhores para as crianças, iogurte, biscoito, material escolar e coisas para dentro de casa”, contou Jurema, que não recebe pensão dos pais das crianças.
Para a dona de casa Janaína Cardoso, de 44 anos, alimentação também é o maior problema enfrentado pela família, composta ainda pelo companheiro e os quatro filhos: Willian, 15; Jéssica, 13; Joyce, 8 e Vanessa, 3.
“O salário do meu marido é pouco para sustentar todo mundo. Ele faz biscates como pedreiro e o máximo que consegue trazer para casa são R$ 500 por mês. A alimentação é um problema sério, às vezes chega a faltar até arroz. Roupa também é uma dificuldade. O Renda Melhor vai dar uma aliviada. Vai dar para comprar legumes, frutas, ajudar nas compras. Se der, também gostaria de ampliar a casa, que hoje é só um quarto, cozinha e banheiro”, falou Janaína.
Em Queimados, o Renda Melhor vem ajudar a família de Sonia Jesuina, 44 anos, mãe de sete filhos com idade entre 20 e 2 anos. Ela não trabalha para poder cuidar, integralmente, da filha de 16 anos que é deficiente. Sem ajuda dos pais, ela cria sozinha os cinco filhos que ainda moram com ela com o que recebe do Bolsa Família, algo em torno dos R$ 230.
“Eu não acreditei quando a assistente social foi à minha casa e disse que eu começaria a receber, em março, uma complementação de renda. Com esse dinheiro vou comprar mais comida e tenho a certeza de que meus filhos não vão passar fome. Além disso, todos eles dormem no chão e quando chove molha tudo. Meu maior sonho e, eu vou conseguir realizá-lo, é reformar a minha casa”, explicou Sonia.
Outra família que vai receber o benefício é a da dona de casa Susie Rodrigues. Ela é mãe de sete filhos com idade entre 24 anos e nove meses. Sua filha, Daiana, de 16 anos, também já é mãe de uma menina de três meses. Sem ajuda dos pais das crianças, a dona de casa sustenta a família com os R$ 166 que recebe do Bolsa Família.
“O meu ex-marido, que é pai dos meus dois filhos menores, é pedreiro e ajuda com o que pode. O dinheiro do Renda Melhor vai me ajudar a comprar produtos de higiene e limpeza, que sempre acabam faltando. Eu agradeço a Deus, em primeiro lugar, pelo que ele está fazendo para mim. Depois ao governo, por esse dinheiro. Agora na minha vida só está faltando um emprego, porque é ele que traz dignidade”, explica Susie.
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