Falando Fácil | 02 de Janeiro de 2012 - 10:28

Brincadeira Versus Brinquedo

Incrível como o avanço da tecnologia interfere nas relações interpessoais. As relações de trabalho são outras, os relacionamentos também. Toda essa mudança comportamental, quando dentro do primeiro núcleo de organização da sociedade, tem afetado diretamente na criação das crianças que também se comportam e se desenvolvem de maneira distinta. Afinal, a família é outra, em pensamentos, valores e muitas vezes, até na formação.

Já não se brinca mais na rua, não se pula amarelinha ou se joga bola. Crianças, são educadas frente a televisão, ora vendo uma programação que nem sempre é adequada, ora jogando vídeo game alternando sempre com o computador.

Essa nova e controversa maneira de criar filhos tem lançado por terra todas as teorias, embasadas cientificamente, que são inclusive, base de sustentação da Escola atual, de que o desenvolvimento cognitivo, criativo, afetivo e social, está diretamente ligado à brincadeira onde a criança vive a primeira experiência de interação com o meio ambiente, fora do âmbito familiar. É principalmente por meio delas que se inicia o processo de socialização, se desenvolve novas habilidades e se adquire novos conhecimentos.

Já dizia o grande psicólogo suíço Jean Piaget, que: “os métodos ativos de educação das crianças exigem todos que se forneça às crianças um material conveniente, a fim de que, jogando, elas cheguem a assimilar as realidades intelectuais que, sem isso, permanecem exteriores à inteligência infantil.”
Toda essa desvalorização do lúdico, se deve ao fato de que, nem tudo teve sua devida evolução. Em tempos modernos, facilmente encontramos pais, muitas vezes jovens, presos à arcaica idéia de que brincadeiras tem como única finalidade, entreter as crianças, desvalorizando todo progresso físico e psíquico que ela é capaz de trazer. Pior! Fazem isso, recompensando o tempo que não dispõe, com presentes, no ledo engano de que o valor do mesmo, se sobrepõe ao da brincadeira.

Materialmente falando, não é mentira. Mas ouso afirmar que não há, no mundo, o que pague todo benefício de uma boa brincadeira. Somente ela permitirá ao seu filho aprender com prazer, ser feliz e crescer!

Claudia Cataldi é jornalista e presidente do Instituto Responsa Habilidade
www.twitter.com/ClaudiaCataldi / comunicacao@responsahabilidade.org.br
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Sobre o autor

Claudia Cataldi é formada em jornalismo e publicidade, pós graduada em Políticas Publicas pela EPPG - Escola de Políticas Públicas e Governo, assim como pela ONU - Habitat de onde foi bolsista e cursou em Israel. Estudou International Politics em Dartmouth em New Hampshire nos Estados Unidos. Apresenta um programa de televisão há cinco anos sobre responsabilidade social na Rede Bandeirantes de Televisão, sobre o Terceiro Setor. Trabalha também nas rádios Tupi, Band News e Nacional. A jornalista é presidente do Instituto Responsa Habilidade: www.responsahabilidade.org.br

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