Críticas  
 
     
  Conexão Carioca 1
Edição: 1999
Faixas: 17
Tempo total: 0:63:53
Produção: Euclides Amaral e Paulo Renato
  Conexão Carioca 2
Edição: 2000
Faixas: 17
Tempo total:0: 65:18
Produção: Euclides Amaral
  Conexão Carioca 3
Edição: 2002
Faixas: 18
Tempo total:0: 63:53
Edição: 2003
Faixas: 18
Tempo total: 1:06:00
Produção: Euclides Amaral
Links:
Marko Andrade
Paulo Renato
Baixada Fácil
Arte e Fato
Dicionário Cravo Albin
 

ARTISTAS/RELEASES

RICARDO CRAVO ALBIN
(Ricardo Cravo Albin) 20/12/1940 - Salvador, BA.

DADOS BIOGRÁFICOS: Escritor. Pesquisador de MPB. Jornalista. Historiador. Crítico. Formado em Direito, Ciências e Letras (Faculdade Nacional de Direito da Universidade do Brasil 1959/1963). Oficial da Reserva do Exército Brasileiro (CPOR 1960/1961). Formado em línguas pelo Instituto Brasil-Estados Unidos (1958/1963) e pela Aliança Francesa (1958/1964). Cursou Direito Comparado na Universidade de Nova York entre 1964 e 1965. Por essa época, foi Diretor Cultural do 1º Festival Internacional de Cinema no Rio de Janeiro. Entre 1966 e 1971, foi membro efetivo do Corpo de Jurados dos Festivais Internacionais da Canção Popular. Foi Chefe das Delegações Brasileiras junto aos Festivais Internacionais de Cinema de Cannes, na França nos anos de 1970 e 1971. Fundador, convidado por governos estaduais, de Museus da Imagem e do Som em São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Aracaju, Florianópolis, Brasília, Recife, Belém, Natal, Teresina, Dourados (MS), Manaus, Uruguaiana (RS), Volta Redonda e Londrina nos anos de 1967/1985. Entre 1968 e 1988, trabalhou como Comentarista da Rede Globo e julgador oficial dos desfiles das escolas de samba. Publicou diversos livros sobre vários assuntos, entre eles: "O canto da Bahia" (monografia/1973); "De Chiquinha Gonzaga a Paulinho da Viola" (1976); "Da necessidade do fazer popular" (1978); "Índia, um roteiro bem e mal humorado", Editora Mauad (1996); "MPB - A história de um século", edição trilingüe MEC/Funarte (1997), lançado na Academia Brasileira de Letras, tendo como conteúdo a história de cem anos de MPB, contada por etapas de 20 em 20 anos e ilustrado com o que há de mais precioso e inédito de fotografias de gerações de músicos, cantores, conjuntos e demais criadores de música popular brasileira; "Um olhar sobre o Rio - crônicas indignadas e amorosas - anos 90", Editora Globo (1999); "MIS - Rastros de memórias", Editora Sextante (2000). É sócio benemérito das escolas de samba Mangueira, Portela, Império Serrano, Salgueiro e União da Ilha e fundador e presidente do Conselho Consultivo de Pesquisadores da LIESA (Liga Independente das Escolas de Samba). Foi membro do júri internacional do "Prix Itália", enviado pela Rede Globo em 1982.

DADOS ARTÍSTICOS: Musicólogo preferencial, escreveu artigos e críticas para jornais e revistas sobre a cidade do Rio de Janeiro e a cultura, principalmente música e cinema. Entre 1965-1971, foi o estruturador e o primeiro diretor do Museu da Imagem e do Som, cuja história está testemunhada no livro "MIS - Rastros de Memórias". Em 1967, recebeu o Prêmio Nacional do Livro, conferido pela Associação Brasileira do Livro. A partir desse ano, produziu pessoalmente vários LP para o MIS, destacando-se: Elizeth, Zimbo Trio e Jacob do Bandolim (ao vivo - volumes I e II); Carnavália - Eneida, Marlene, Blecaute e Nuno Poland (ao vivo - volumes I e II); Luperce Miranda, Maria Lúcia Godoy (Poemas de Manuel Bandeira e o Canto da Amazônia); O Mundo de Pelé e O fino da música no cinema brasileiro. No ano seguinte, foi agraciado pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro com o Troféu Estácio de Sá e recebeu o diploma de Cidadão Honorário da Guanabara, conferido pela Assembléia Legislativa do Estado da Guanabara. Ainda neste ano de 1968, fundou a Escola Brasileira de Música Popular no MIS, nomeando para dirigi-la o Maestro Guerra Peixe e, juntamente a Antonio Barroso, produziu para o museu o primeiro disco dos sambas-enredos de escolas de samba: As escolas cantam seus sambas de 1968 para a posteridade. Ocupou a presidência da Embrafilme e do INC - Instituto Nacional de Cinema (1970-1971), e criou vários prêmios culturais, como o Golfinho de Ouro, Estácio de Sá e Coruja de Ouro. Também foi, por dez anos, professor de cursos sobre História da MPB em universidades de todo o país. Recebeu o grau de Comendador e Cavaleiro da Ordem de Letras e Artes pelo Ministério da Cultura da França, em 1985. Atuou como crítico de MPB no Jornal "O Dia", no qual manteve uma coluna semanal. Trabalhou como articulista do jornal "O Globo" e comentarista da Rede Globo para diversos carnavais. Autor de vários especiais sobre MPB para a TV Globo entre 1975 e 1990. Participou ativamente da luta contra a censura representando os autores de rádio e TV no Conselho de Defesa da Liberdade de Expressão, em Brasília entre 1980 e 1991, de que resultou o livro "Driblando a censura" (Ed. Gryphus, 2002). Em 1988, produziu o disco duplo Há sempre um nome de mulher, com o qual ganhou o Disco de Ouro por 600 mil cópias vendidas somente nas agências do Banco do Brasil. A Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro conferiu-lhe em 1992 a Medalha Tiradentes e, dois anos depois, o título de Cidadão Benemérito do Estado do Rio de Janeiro. No ano de 1995, conferido pelo Ministério da Cultura da França, recebeu o grau Oficial de Cavaleiro da Ordem de Letras e Artes. Em 1998, foi eleito membro titular do Pen Clube do Brasil. No ano seguinte, por ocasião de 25 anos de contínuos trabalhos na Rádio MEC, recebeu da Funtevê a Medalha de Honra Prof. Roquette Pinto. No ano 2000, juntamente com Antônio Pitanga, dirigiu o show Concerto Negro, com Martinho da Vila, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. No mesmo ano, integrou o grupo Cantores do Chuveiro, para o qual fez a direção geral e o roteiro, apresentando-se como narrador do espetáculo. Em 30 de novembro de 2001, foi apresentada no teatro Municipal do Rio de Janeiro a Sinfonia do Rio de Janeiro de São Sebastião, com músicas de Francis Hime, letras de Paulo César Pinheiro e Geraldo Carneiro e libreto de sua autoria. Neste mesmo ano, completou 28 anos como produtor de programas culturais e MPB na Rádio MEC. Em 2001, produziu a coletânea As cem melhores do século e as 14 mais, caixa lançada pela gravadora EMI Music com seis CDs com as mais significativas composições do século 20. Neste mesmo ano, escreveu os espetáculos "Estão Voltando as Flores", com As Cantoras do Rádio - show aclamado pela crítica e pelo público. Ainda em 2001, foi o autor também do "Poema Sinfônico para a Amazônia", montado em Manaus, com músicas de João Donato e Everardo de Castro. Ainda em 2001, fundou o Instituto Cultural Cravo Albin (ICCA). Neste mesmo ano, assumiu a presidência do Conselho Empresarial de Cultura da Associação Comercial do Rio de Janeiro e foi agraciado com Medalha da Inconfidência pelo Governo do Estado de Minas Gerais e Medalha do Mérito Pedro Ernesto - Câmara Municipal do Rio de Janeiro. No ano de 2002 participou do livro "Brasiliana - Guia das Fontes do Brasil" editado pela Biblioteca Nacional, livro organizado por Paulo Roberto Pereira, que incluiu, entre outros escritores, Fred Góes, Ronaldo Rogério de Freitas Mourão, Vasco Mariz, Alexei Bueno, Beatriz Jaguaribe e Max Justo. Em 13 de março deste mesmo ano recebeu da Universidade Constantin Brâncusi, da Romênia, o título de Doutor Honoris Causa., na ocasião, inaugurou o Museu da Imagem e do Som da Romênia. Em abril, no teatro Casa Grande, no Leblon, lançou o livro "Driblando a censura - De como o cutelo vil incidiu na cultura" pela Editora Gryphus.

BIBLIOGRAFIA CRÍTICA: ALBIN, Ricardo Cravo. "Dicionário Cravo Albin da MPB". Rio de Janeiro. RJ. 2002.