Cultura
O choro

A história do "Choro" começa remotamente em 1808, com a chegada da Família Real ao Brasil. O Rio de Janeiro foi elevado à categoria de sede do Reino Unido Brasil, Portugal e Algarves. Logo em seguida, a cidade passaria por uma grande reforma urbana e cultural. Foram criados cargos públicos, o que possibilitou a formação de uma nova classe social, a classe média. Com a corte portuguesa vieram também alguns gêneros e hábitos musicais, além de instrumentos como o piano e danças européias; minueto, quadrilha, valsa e o xótis, que juntos ao lundu, de origem africana e já sedimentado a nossa cultura naquela altura, foram sendo abrasileirados na forma de tocar.

Em julho de 1845, no Teatro Imperial de São Pedro (atual João Caetano) a polca foi apresentada como dança pela primeira vez e virou moda. Segundo "Charivari", jornal humorístico da época: "Dançava-se à polca, andava-se à polca, trajava-se à polca, enfim, tudo se fazia à polca". Todos esses fatores contribuíram para o início do “Choro”, que surge não como um gênero musical e sim como uma abrasileirada forma de tocar alguns gêneros musicais e danças da época, que assimilamos e reproduzimos com aspectos endógenos. Os instrumentos de origens européia foram ganhando contornos brasileiros na técnica de execução. A clarineta, violão, saxofone, bandolim ou cavaquinho eram executados inconfundivelmente com o sotaque brasileiro, ainda que, em gêneros musicais alienígenas. Portanto, possivelmente a partir de 1870, pelo gênio do flautista Joaquim Antônio da Silva Callado Júnior nasce o "Choro", oriundo das classes menos abastardas, na cidade do Rio de Janeiro, especificamente nos bairros da Cidade Nova, Catete, Rocha, Andaraí, Tijuca, Estácio e nas vilas do centro antigo, onde esta classe média baixa residia.

As maiores influências do “Choro” vêm da polca e do lundu.
Inicialmente o “Choro” tinha três partes, posteriormente passou a ter duas, sempre com características modulantes e de rondó. No final do século XX, o "Choro" voltou a ser uma maneira de frasear as melodias de vários tipos de músicas e foi flexibilizando-se, não necessariamente voltando à primeira parte.

Alguns pesquisadores acreditam que a palavra "Choro" é derivada do latim "chorus" (coro). Outra vertente de pesquisadores, como José Ramos Tinhorão, afirma que o termo é derivado do verbo "chorar". Os choros lentos (influência dos lundus chorados ou doce-lundu), por parecerem um lamento, lembram o verbo "chorar" e quando os instrumentos de cordas, principalmente o violão, são tangidos ao mesmo tempo para o acompanhamento da flauta, lembram um quê de melancolia. Segundo Luís da Câmara Cascudo, a palavra seria uma derivação de "Xolo", certo tipo de baile que os escravos faziam nas fazendas. Da palavra derivou o vocábulo "Xoro", que foi alterado para "Choro". Já Ary Vasconcelos acredita que a palavra é uma corruptela de "Choromeleiros", certa corporação de músicos do período colonial que executavam as "Charamelas". Segundo Henrique Cazes, os instrumentos de palhetas "charamelas” são precursores dos oboés, fagotes e clarinetes. Na primeira década do século XX o termo "Choro" já denominava o gênero, como uma forma musical definida e não mais como sinônimo de uma roda de músicos que executavam músicas populares.

Considerado "O Pai dos Chorões", Joaquim Antonio da Silva Callado Júnior (1848-1880) pertenceu à primeira geração do choro e formou o "O Choro Carioca", o primeiro grupo instrumental de que se tem notícia. Não que no Brasil não se fizesse "música instrumental", segundo J.L. Ferrete: "Muito antes que a primeira nau portuguesa fundeasse em terras brasileiras, perto do fim do século XV, já havia música instrumental no território hoje ocupado por nosso país. Os indígenas aqui preexistentes utilizavam-se de um instrumental musical composto de buzinas, flautas, cornetas e tipos característicos de trompas, tudo feito por búzios, taquaras, cabaças e madeiras ocas, tendo nomes estranhos como membí, boré, mime, uatapú, onfuá, pana e Xuatê".

Dos vários grupos criados por Callado fizeram parte o saxofonista e flautista Viriato Figueira da Silva, cavaquinista Baziza, o flautista Pedro de Assis, o violonista Saturnino e o flautista Juca Kalut, e mais tarde incorporada a um dos grupos a pianista Chiquinha Gonzaga.

Por volta de 1850 o Rio de Janeiro já se tornara uma cidade cosmopolita, segundo Drummond "já liberta da morinha colonial", e o ao trio flauta, violão e cavaquinho foi adicionado o piano, outra grande contribuição no nascedouro do “Choro”. Dos instrumentos emblemáticos para o gêbero, destacamos o violão, o piano, a flauta, cavaquinho e o bandolim.

O violão: um dos primeiros que se tem notícia, em terras brasileiras, foi o do poeta baiano Gregório de Mattos Guerra (1633/1696), que no século XVII já cantava seus versos acompanhando-se de uma viola feita de cabaça fabricada por ele, segundo Araripe Júnior. Posteriormente foi usado como propagador da Modinha, gênero musical criado pelo mulato brasileiro Domingos Caldas Barbosa (1738/1800), segundo José Ramos Tinhorão. Contudo, no “Choro” o violão ganhou contornos musicais como instrumento de solo e de acompanhamento, sendo os pioneiros neste instrumento João Pernambuco (1853/1947), Quincas Laranjeiras (1873/1935), Satiro Bilhar, como gostava de ser chamado ou ainda Sátiro e Satinho, como também era conhecido (1860/1927) e Tute (1886/1957), entre outros menos conhecidos como Chico Borges, também cavaquinista (circa 1880/1916) e Juca Valle, companheiro inseparável de vários flautistas como Callado, Viriato Rangel e Luizinho.

Nos séculos XX e XXI, novos violonistas foram surgindo e imprimindo sua marca ao instrumento: Yamandú Costa, Guinga, Raphael Rabello, Maurício Carrilho, Zé Paulo Becker, Cláudio Menandro e Turíbio Santos, entre outros.

O Piano: Instrumento vindo com a Família Real em 1808 e logo incorporado à vida carioca. Em 1856 o letrista e escritor Araújo Porto Alegre escreveu que o Rio era uma cidade de pianos, dado à coqueluche do número de lojas e casas de família (comum na época) terem piano. Foram criados repertórios abrasileirados para o instrumento, além do uso do mesmo para acompanhamento da polca, em voga na época. A cidade foi invadida por lojas que vendiam pianos, e para demonstrá-los eram contratados pianeiros, sendo Chiquinha Gonzaga (1847/1935), uma profissional desta nova categoria de trabalhadores. Entre os mais conceituados, da primeira geração do “Choro”, além da maestrina, destacamos Ernesto Nazaré (1863/1934), também de Carolina Cardoso de Menezes, Radamés Gnatalli e Arthur Moreira Lima. Da novíssima geração, podem ser citados, Leandro Braga, Cristóvão Bastos e Ricardo Camargos.

A flauta: Conhecida desde épocas imemoriais e presente em quase todas as civilizações. No início era feita de ossos (pré-história), evoluiu para a madeira (Ébano) e posteriormente para metais como a prata. O pioneiro de flauta de metal no Brasil foi o belga Reichert, falecido no mesmo ano de Callado, que atuava com a flauta feita de Ébano. Como foi um dos primeiros instrumentos de solo no “Choro”, tornou-se muito popular no Segundo Império. O número de flautista é muito grande, mas destacamos além de Callado, Duque Estrada Meyer, professor de vários flautistas, inclusive de Patápio Silva (1880/1907), Juca Kalut (1857/?), Pedro de Assis, Pixinguinha (1897/1973), Benedito Lacerda (1903/1958), Altamiro Carrilho (1924), Alfredo Vianna (pai de Pixinguinha) e muitos outros descritos no livro publicado em 1936 “O Choro”, de Alexandre Gonçalves Pinto, mais conhecido como Animal e que fez o levantamento de boa parte dos nomes da Velha-Guarda do “Choro”.

O cavaquinho: O pesquisador português Gonçalo Sampaio defende a tese de que o instrumento tem origens grega. Outros afirmam ser originário da família da guitarra, descendente do instrumento Requinto, entre outras muitas versões de seu nascedouro, que chegou ao Brasil com os colonos portugueses. Foi incorporado ao “Choro” e teve como um de seus principais executores Aníbal Augusto Sardinha (Garoto 1915/1955). De início era usado apenas para acompanhamento, mas com Waldir Azevedo (1923/1980) ganhou status de solista, dado à composição de 1949 “Brasileirinho”, que ganhou o Brasil e boa parte do mundo. No século XX e XXI surgiram grandes cavaquinistas com "pegada" singular: Henrique Cazes, Alceu Maia, Luciana Rabello, Márcio Almeida Hulk e Mauro Diniz, entre poucos outros.

Outros instrumentos também importantes para o “Choro” do seu nascedouro no século XIX ao século XXI foram o oficleide (substituto do ‘serpentão’ nas bandas, isto já no ano de 1800), saxofone, violão de sete cordas, bandolim (substituto da bandola) e pandeiro, incorporado ao “Choro” somente no final do século XIX.

Fator importante também para o desenvolvimento do “Choro” foram as bandas e os primeiros grupo regionais, destacando-se Banda do Corpo de Bombeiros, tendo a frente Anacleto de Medeiros (1866/1907) regendo músicos como Irineu de Almeida (professor de Pixinguinha), Carramona (1874/1926), Luís de Souza (?/1920) e Casemiro Rocha e a Banda da Casa Édison, além do regional Grupo Caxangá (precursor do grupo 8 Batutas) Grupo Novo Cordão (1907) e grupo Cavaquinho de Ouro.

A partir da década de 1970, o Choro, que na realidade nunca deixou de ser tocado em Clubes do Choro por todo o país (Clube do Choro de Volta Redonda, Clube do Choro de Vitória, Clube do Choro de Brasília) e bares suburbanos como o Sovaco de Cobra, na Penha, subúrbio do Rio de Janeiro, experimentou um momento muito brilhante com o show "Sarau" (1973), de Paulinho da Viola, dirigido por Sérgio Cabral. O show ainda tinha no elenco Copinha e o Conjunto Época de Ouro, liderado pelo já lendário violonista César Faria, pai de Paulinho da Viola. Ainda importante para o ressurgimento foram os LPs "Memórias chorando" (1976), de Paulinho da Viola, e "Chorada, chorões e chorinhos", álbum duplo organizado por Ricardo Cravo Albin e Mozart Araújo e lançado somente como brinde da Companhia Internacional de Seguros para seus funcionário no natal de 1976. Em 1977 foi lançado o disco "Os Carioquinhas no Choro" (Raphael Rabello, Luciana Rabello, Celso Silva e Maurício Carrilho). Segundo o violonista Pedro Amorim em artigo para a Revista do Choro nº 2: "Os Carioquinhas foram também a semente da Camerata Carioca que, um pouco mais tarde, transformaria de uma vez por todas o conceito de 'Conjunto regional', explorando outras potencialidades desta transformação camerística sob a batuta do genial Radamés Gnatalli". No ano de 1978, outro importante disco seria lançado pela Continental Disco "Grande instrumentistas da MPB - Série destaque nº 9", organizado e apresentado pelo crítico J.L. Ferrete. Responsável também por boa parte do novo público, a Revista do Choro, editada por Egeu Laus, trazia uma enorme gama de informações sobre o gênero, chegando a vários números, com colaborações dos maiores virtuoses em seus respectivos instrumentos (Luciana Rabello, Pedro Amorim, Beto Cazes, Sérgio Prata, Henrique Cazes, Maurício Carrilho, José Fernandes da Silva, Graça Alan, Luiz Fellipe de Lima, entre outros), além de poetas como Paulo César Pinheiro e colaboradores importantes do nível de Mário de Aratanha, Luiz Antônio Simas, Ary Vasconcelos, Sérgio Cabral, Ilmar Carvalho, Hermínio Bello de Carvalho e Muniz Sodré, entre outros. Em 1987 foi lançado um dos discos mais importantes e emblemáticos para a história recente do “Choro”, o álbum duplo "Choro - Aos mestres, com ternura", organizado e produzido por José Silas Xavier. Gravado em Brasília, o disco foi oferecido como brinde de final de ano da FENAB - Federação Nacional de Associações Atléticas Banco do Brasil. É considerado uma das obras primas do gênero, tanto por suas informações e críticas, pesquisadas e escritas por José Silas Xavier, quanto pela atuação dos músicos e a seleção de repertório.

Fator também importante para esse repique do “Choro” nas últimas décadas do século XX, foram os festivais de “Choro”, que lançaram novos grupos, novos músicos e mais importante ainda, demonstraram a evolução do gênero. No final da década de 1970, a TV Bandeirantes, de São Paulo, promoveu dois festivais de choro: "Brasileirinho" (1977) e "Carinhoso" (1978) . No primeiro foram mais de duzentas composições inscritas, cabendo o primeiro lugar ao bandolinista Rossini Ferreira com a composição "Ansiedade". Destacando-se também, neste mesmo festival, a composição "Espírito infantil", defendida pelo grupo A Cor do Som. A composição classificou-se em quinto lugar, mas o grande mérito ficou por conta da introdução de instrumentos elétricos no choro, no caso a guitarra, mais associada ao rock. Em 1978, na segunda edição do festival, o saxofonista K-Ximbinho venceu com a composição "Manda brasa". As duas edições foram compiladas em disco, lançados pelo Selo Band. No Rio de Janeiro, outro festival viria a fomentar ainda mais a atualidade do gênero, apesar dos 150 anos de existência. As edições do “Festival Chorando no Rio” reuniram um grande número de compositores e intérpretes. Em uma de suas edições, em novembro de 2001, Zé da Velha e Silvério Pontes, ambos da nova geração do “Choro”, foram ovacionados pelo público que lotava a Sala Cecília Meirelles, no Rio de Janeiro. Os espetáculos, também promovidos pelo MIS (Museu da Imagem e do Som), foram transmitidos para todo o Brasil pela TVE (Rede Brasil), com apresentação do crítico musical Ricardo Cravo Albin. Na edição do ano de 2001 o vencedor foi o bandolinista carioca, radicado em Brasília, Jorge Cardoso. A composição "Balançadinho", de sua autoria, foi incluída no CD "Festival de choro do MIS - Chorando no Rio - vários", lançado pelo selo CPC-UMES-Rob Digital.

Todas estas manifestações ocorreram concomitamente as atuações dos renomados músicos, quase sempre em diversos Clubes de Choro espalhados pelo Brasil em plena atividade neste período de final do século XX e início do século XXI. Destacamos: Altamiro Carrilho, Abel Ferreira, Waldir Azevedo, Déo Rian, Paulo Sérgio Santos, Raul de Barros e Ademilde Fonseca, considerada "A Rainha do Chorinho", pela velocidade com que canta os choros de rápido andamento. Isto tudo reiterando que o Choro nunca parou. Talvez o mercado fonográfico, na década de 1970, tenha se retraído um pouco para ele, que na realidade, nunca dependeu de modismos, mesmo estando sempre em voga nas camadas mais populares, assim como o samba.

Até o início do século XXI, tornou-se ponto pacífico entre quase todos os pesquisadores que foram cerca de seis gerações de chorões. Cada uma com suas nuances específicas, sensivelmente captadas e repassadas para as melodias revelando aspectos de seu tempo. Um único fator preponderante entre todas estas gerações, foi o de que quase todas terem em sua maioria funcionário públicos. Sobre este aspecto transcrevemos um comentário do violonista Maurício Carrilho em entrevista ao jornalista Ilmar Carvalho (Revista do Choro): "Somos - comenta o violonista - profundo conhecedores de nossos instrumentos, conhecemos bem música, não paramos de estudar. Garantimos nossa sobrevivência fazendo transcrições, gravações, arranjos, damos aulas, nos apresentamos em shows, espetáculos, recitais e assim conseguimos uma independência: a de sobreviver exclusivamente como músico.". Na mesma entrevista, outro memorável músico desta geração, o cavaquinista Henrique Cazes, volta ao assunto: "Nossa geração é a primeira de músicos profissionais que elegeram o Choro para valer. Da geração anterior, Joel do Bandolim, Déo Rian e Zé da Velha eram e são funcionários, sendo virtuoses em seus respectivos instrumentos. Então a música para eles era diletantismo.".

Da novíssima geração do Choro, ainda em fase de seleção, destacamos Yamandú Costa, Leonardo Miranda, Zé Paulo Becker, Hamilton de Hollanda, Márcio Hulk, Trio Madeira Brasil, Carlos Henrique Baiano, Choro na Feira, Choronas, O Trio, Água de Moringa, Galo Preto, Armandinho e o grupo Tira Poeira, com nome retirado de um clássico “Choro” de Satiro Bilhar.

Outro fator importante foi o advento de selos e /ou pequenas gravadoras com cast direcionado para o Choro, como é o caso das gravadoras Acari Records e Biscoito Fino. A última tem vários títulos do gênero, entre eles: "Primeiro Compasso do Samba & Choro", chegando ao "Sexto Compasso do Samba & Choro" reunindo uma grande variedade de artistas. Além da série "Princípios do Choro - volumes 1 e 2", cada um com três CDs. De suma importância também, foi o surgimento da gravadora Acari Records, totalmente segmentada no gênero “Choro”. Entre seus muitos títulos, destacamos os discos de Maurício Carrilho e Álvaro Carrilho.

Em 2005 o grupo Trio Madeira Brasil, Elza Soares, Teresa Cristina e grupo emente, Paulo Moura e Yamandú Costa, entre outros artistas, participaram do documentário sobre o gênero "Brasileirinho", do cineasta finlandês Mika Kaurismaki, radicado no Rio de Janeiro desde o início da década de 1990. O filme foi lançado no "Fórum Internacional do Novo Cinema", uma das mostras paralelas do "Festival de Berlim", na Alemanha. Ainda em 2005 a Comunidade de Prática da Música – Incubadora Cultural Gênesis PUC-Rio, com intuito de adicionar ao calendário oficial da cidade do Rio de Janeiro, deu início à ação de celebração do Dia Nacional do Choro, escolhendo a data de 23 de abril, em homenageando ao nascimento de Pixinguinha (23/4/1897).

Dificilmente poderíamos listar todos os músicos de choro. Porém, alguns nomes são emblemáticos e resumem com categoria todos os anteriores e, possivelmente, os que virão: Joaquim Antônio da Silva Callado, Pixinguinha, Jacob do Bandolim (1918/1969), Ernesto Nazareth, Waldir Azevedo, Luperce Miranda, Raphael Rabello, Chiquinha Gonzaga, Yamandú Costa e Joaquim Callado, entre tantos virtuoses em seus instrumentos e importantes compositores do gênero, como Villa-Lobos que compôs um ciclo de 14 “Choros” em homenagem ao que ele chamou de "a essência musical da alma brasileira".

BIBLIOGRAFIA E DISCOGRAFIA:

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XAVIER, José Silas. LP Choro - Aos mestres, com ternura. Brasília: FENAB - Federação Nacional de Associações Atléticas Banco do Brasil, 1987.


Euclides Amaral

(poeta e letrista - euclidesamaral@superig.com.br )

10.02.2005