15 de abril de 2021 - 12:32

Vazamentos de dados pessoais estão cada vez mais comuns. Entenda os riscos

Vazamentos de dados pessoais estão cada vez mais comuns. Entenda os riscos

A privacidade dos dados se tornou um assunto muito popular nos últimos meses, graças aos diversos escândalos envolvendo vazamentos de informações pessoais. Isso fez com que as empresas passassem a dar mais atenção ao assunto. Mas, o que realmente está em jogo quando nossos dados caem em mãos erradas?


O último grande vazamento ocorreu no começo deste mês e o responsável da vez foi o Facebook. Mais de 533 milhões de usuários da rede social, entre eles 8 milhões de brasileiros, tiveram seus números de celular expostos, o que foge um pouco do padrão dos vazamentos que, normalmente, expõem dados como o CPF e o e-mail. Todos os números estavam sendo oferecidos gratuitamente em fóruns da internet.


No começo do ano, ocorreu o maior escândalo do tipo no país. Mais de 220 milhões de brasileiros tiveram seus dados vazados. Ou seja, quase toda a população nacional. Entre as informações do vazamento estavam o CPF, o salário, o score de crédito, o e-mail e até fotos. Os dados básicos estavam sendo oferecidos de graça na internet, enquanto os mais complexos estavam sendo vendidos em alguns fóruns.


Com tantas informações nossas disponíveis na internet, os perigos se multiplicam. Cada dado é precioso para golpistas, que passam a ter em mãos inúmeras ferramentas para enganar melhor as vítimas. Por exemplo: tendo o seu CPF, o seu RG, o seu nome, seu número de telefone e sabendo um serviço que você utiliza, um criminoso pode facilmente se passar pela empresa e gerar um boleto falso. Nestes casos, muitas pessoas realizam os pagamentos, já que os bandidos costumam reproduzir fielmente as contas.


Outro perigo é que a quantidade de informações disponíveis sobre uma pessoa seja grande a ponto de algum criminoso conseguir se passar por ela. Isso pode fornecer acesso às contas em serviços que são protegidas com informações pessoais – como algumas que utilizam o telefone, o e-mail ou um documento para realizar a autenticação.


A engenheira de computação Luiza Ferreira, especialista do site Tech Reviews, deu algumas dicas para evitar golpes: “O mais importante é desconfiar de tudo. Se receber uma mensagem ou ligação de uma empresa, ignore-a e procure o atendimento nos canais oficiais para confirmar a veracidade do contato. Nunca clique em nenhum link enviado ao seu e-mail ou WhatsApp, já que eles podem conter páginas falsas que simulam perfeitamente as reais. Por fim, ative a autenticação de dois fatores em todas as suas contas e nunca informe seus documentos através de redes sociais”. 


Toda essa exposição significa que a era dos golpes genéricos (como o do falso sequestro) acabou. Agora, com a nossa vida sendo publicizada aos poucos, os criminosos conseguirão criar ciladas cada vez mais personalizadas de acordo com nosso estilo de vida. Por isso, a atenção deve ser muito maior. No final de 2020, o Procon-RJ lançou uma cartilha contendo os principais golpes virtuais da atualidade. Conhecê-los também é importante para a prevenção.


 



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