• Baixada Fluminense | 07/01/2026 - 03:05
Enviado por Demétrio Sena em

A Venezuela não é fiadora do Maduro

Demétrio Sena - Magé 

Que Nicolás Maduro é um ditador, não se pode negar. E se existe a justiça internacional, essa justiça é formada por países; não por um país, e julga países; não indivíduos. Decisões individuais, de governos que agem por capricho, nunca serão legítimas e não devem ser aceitas pela comunidade internacional.

Quando uns aceitam e outros não, os que se julgam imperadores globais atuam livremente pelos flancos, como gozam de plena impunidade. É de uma ignorância e/ou madade sem tamanhos, políticos e cidadãos comuns de outros países comemorarem o sequestro de um chefe de estado pelo de outro país, que o invadiu com operação de guerra. Não há justificativa e só o medo explica um mundo se calar diante de algo assim. Que o momento exige cautela, e que uma afronta pode gerar consequências, é fato, mas, o silêncio é uma covardia flagrante. Um tirano invasor não pode se sentir apoiado nem por alguns, quando age como dono de outras terras.

Achei prudente o presidente Lula, sempre sábio, ser firme na manifestação contra o sequestro, sem chamar de sequestro, e se oferecer para negociações por uma solução pacífica para o povo venezuelano. O povo; já que a soberania de um país não pode ser violada em razão do seu governo e a justiça internacional, por seus múltiplos membros, não pode permitir a um governante a livre atuação como xerife internacional. Quando isso acontece, o mundo se torna um lugar ainda mais inseguro do que já é. 

Em terras brasileiras, o bolsonarismo popularesco incluindo os bolsonaristas "nem de esquerda nem de direita", bate palmas para louco dançar; ou dança para louco bater palmas; torce pela mesma desgraça por aqui e não tem ideia do que isso significa. Vai no ritmo das ordens de seus chefes ou donos, pois o que importa para o rebanho bolsonarista é ver o país destruído, para entregá-lo aos lobos daqui, que logo depois entregariam para os lobos de lá. 

Que a comunidade e a justiça internacionais, com toda a prudência que se tem perante um louco poderoso, não se acovardam com a situação. Maduro tem, sim, que ser punido por suas arbitrariedades como ditador, mas essa decisão deve ser coletiva e a soberania da Venezuela, como país, deve ser preservada. 

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Respeite autorias. É lei 

 

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