Sobre Raio e Chupetinha
Demétrio Sena - Magé
Espero que os fantoches da extrema direita, que foram atingidos por um raio, naquele evento pernicioso do deputado chupetinha, estejam bem. E aqueles que neste momento ainda estejam hospitalizados voltem logo para suas casas, sem nenhuma sequela do choque. Já é muito sofrimento para essas pessoas, elas serem quem são. Com toda a minha sinceridade, não lhes desejo sofrimentos ainda maiores. A vida pode ser bem melhor para todos, a partir do momento em que saiam dessa hipnose.
Também espero que, passado o susto, esses fantoches reflitam sobre a própria subserviência. Sobre o quanto eles precisam ter vida própria, pensamentos próprios e projetos legítimos de uma existência digna; sem escravidão ideológica. Sem arroubos como esse, de seguir cegamente um político irresponsável em uma caminhada fútil, para simplesmente se auto promover, enquanto exige a impunidade para um traidor do próprio país. Um ex-presidente que tentou devolver o povo aos anos sangrentos da ditadura militar. Um genocida que ajudou a pandemia de covid a multiplicar, espantosamente, o número já espantoso de seus mortos.
Falar de todos os crimes do ex-presidente que o deputado quer livrar demandaria muito espaço. E o assunto, aqui, são os fantoches da extrema direita em estado de choque. Ao pé-da-letra. Que fiquem bem, reflitam sobre o quanto seus idolos políticos não se importam com eles, deem mais atenção às próprias vidas, às suas famílias, e vivam melhor o tempo livre: descansem de seus trabalhos, passeiem com seus afetos, leiam, entendam o que é verdade, o que são notícias falsas, o que é um projeto político bom para todos, e saibam que nenhuma religião tem o direito de mandar no pensamento crítico e no voto dos fiéis. Religião não é política partidária.
Se acreditasse em Deus, eu acho não seria fanático o bastante para crer que o raio tenha sido aviso divino, em nenhuma circunstância. Na verdade, os cidadãos de esquerda não têm mesmo essas crendices. A chuva viria, os raios também, mesmo sem a tal manifestação. A reflexão, aqui, é sobre a futilidade, a malícia do ato, e sobre irresponsabilidade de um político que recebeu um caminhão de votos para não fazer nada pelo país. Apenas gritar, criar fake news e: ca(...)ar e andar para seus eleitores.
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Respeite autorias. É lei