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Festival Nacional de Economia Popular e Solidária | Foto: divulgação

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Registrando o legado social, econômico e de governança (ESG) no Rio de Janeiro, o I Festival Nacional de Economia Popular e Solidária se despede da capital após conduzir mais de 2,6 mil pessoas em torno do eixo solidário, no mês de junho.

Ao longo de quatro dias, o Pier Mauá se transformou na maior plataforma itinerante da economia popular e solidária, reunindo 87 palestrantes em torno das atividades autogestionárias, painéis, mesas temáticas, e oficinas. O destaque ficou para as três esferas governamentais presentes, com membros do Governo Federal, Estadual e Municipal em torno dos debates e da abertura institucional.

"O primeiro Festival Nacional de Economia Popular e Solidária foi um marco no chamado movimento social da economia solidária. Ao unir todas as instâncias da sociedade civil organizada e agentes do governo responsáveis pelas políticas da área, conseguiu mostrar a força e a potência da economia popular e solidária. Paul Singer, no livro Introdução à Economia Solidária, colocou que para a economia solidária ser um modo de produção superior ao capitalista precisaria gerar uma dinâmica própria. Acredito que o Festival foi o momento de sociedade e governo sentirem a dinâmica e a força da economia solidária. Todos nós que estávamos presentes nos conscientizamos do projeto de país que temos", destaca Marcelo Gomes Justo, diretor executivo do Instituto Paul Singer.

A primeira edição do Festival Nacional de Economia Popular e Solidária não apenas trouxe trabalhadores e trabalhadoras das cinco regiões do Brasil, como acordou um investimento avaliado em R$ 159 milhões, destinado à incubação e fomento da proposta de economia inclusiva nos territórios.

“O Brasil vive um momento importante de colocar no centro do debate da economia um novo modo de viver. Uma proposta que constitui a possibilidade de resgatar as pessoas; as famílias que estão afastadas do processo de construção de uma vida melhor por conta do desemprego, por conta da precariedade que nós temos no mercado de trabalho brasileiro, e a economia solidária é essa proposta. Ela é um projeto que contempla a pessoa no centro do desenvolvimento econômico”, destaca Jairo Santos, secretário executivo da Rede de Gestores de Políticas Públicas de Economia Solidária.

Assinando uma programação extensa voltada à economia popular e solidária, a grade reuniu 20 painéis (3 mesas temáticas e 17 atividades autogestionárias), na expertise de autoridades, instituições, lideranças e representantes políticos e sociais do Brasil e da Angola.

Além da programação central, focada no Seminário Nacional de Economia Solidária, o público também aproveitou os 250 empreendimentos econômicos e solidários, distribuídos pela feira de expositores. Articulando renda e conhecimento, o espaço chegou a movimentar R$ 337 mil durante quatro dias, circulando o Real e Moeda Social Paul Singer – criada especialmente para a experiência nos dias do festival.

“A expectativa é que este festival tenha vida longa, que se repita por muitos e muitos anos, percorrendo outros estados do Brasil, mostrando a força do Movimento de Economia Solidária, o trabalho dessas mulheres e homens que atuam nesse movimento e a importância dele para esse grande debate que fizemos aqui nesses dias, que é de que nós somos, de fato, um modelo de desenvolvimento econômico. E mais do que isso. Somos um modelo de sociedade viável, sustentável e que veio para ficar e garantir um mundo melhor, principalmente para as novas gerações”, diz Aline Sena (Unisol - Bahia).

Diante da mobilização nacional em torno da Economia Popular e Solidária, o retorno do festival é um marco aguardado pelo público presente. O primeiro ciclo social e transformador do evento para as comunidades e territórios assina um legado para o território brasileiro, através de três frentes: no lançamento do ‘2º Plano Nacional de Economia Popular e Solidária’; pela assinatura dos termos de adesão ao ‘Sistema Nacional de Economia Solidária - SINAES’; e com a entrega de certificados de registro no CadSol.

“Foi um momento de celebração, foi um momento de reflexão, mas sobretudo foi um momento de apresentar para a sociedade brasileira tudo o que a gente espera do futuro da economia solidária. Nós, que temos décadas nos organizando em nossos territórios locais, sempre entendemos que esse processo não se dava pela organização da nossa produção, mas sobretudo, na perspectiva dimensional, o modelo de desenvolvimento econômico. E é nisso que a gente acredita, é para isso que a gente constrói a cada dia nossos empreendimentos, nos nossos cargos, nas nossas instâncias de organização. E por isso é um momento muito importante para a gente, porque ele também fala de uma ajuda estratégica que esse movimento, a partir da sua unidade, dessas diversas organizações históricas que a gente aqui, mas de tantas outras que estão lá fora, de que a gente precisa mudar e organizar essa sociedade”, conclui Anne Sena, secretária-geral da Unicopas.

O I Festival Nacional de Economia Popular e Solidária é uma realização da Prefeitura Rio Economia Solidária, UNISOL Brasil, Rede de Gestores de Políticas Públicas de Economia Solidária, Instituto Paul Singer e do Instituto Reinventando Futuros,  é produzido pela Pro Bono Brasil e LB Cultura Circular, com apoio da Petrobras, e patrocínio do Ministério do Trabalho e Emprego, Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fundação BB, BNDES, Instituto Federal São Paulo, Alimento no Prato, Sebrae e do Governo do Brasil – Do Lado do Povo Brasileiro.

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