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Enviado por Demétrio Sena em

Ninho Cultural

Demétrio Sena - Magé 

Exponho-me algumas vezes ao julgamento moral de algumas pessoas, onde o moralismo não deveria ter vez, quando a regência é da arte. Quando a cultura, em um todo, é o sentido a se fazer, ainda que a moral pareça atravessada. Só pareça, mas não cause dano de qualquer natureza e contexto a ninguém. 

Gosto de fazer uso da minha literatura, minha fotografia e, não raramente, o meu corpo, como ferramentas de provocação. Com todas essas ferramentas eu monto, ética e respeitosamente, um observatório, para filtrar em quem confio e com quem devo manter laços cuidadosos em um meio que opera essa simbiose de múltipla hipocrisia com talentos inegáveis... mas que não são suficientes para fazer o ser humano deixar de ser tão somente o ser humano. 

Nada no outro, que não me fira, não me force nem arrombe a minha dignidade me causará rejeição a seja quem for. Não acho que os meus filtros, minhas réguas e níveis podem medir quem é quem. O que uso de observação e filtragem é para conhecer as fragilidades do outro, relacionadas a mim, e lidar com ele nos limites dessa fragilidade. Se o seu caráter é bom, jamais terei o que julgar. Não é atribuição minha.

Sou do tipo que acha que os dons da gente merecem todas as formas de manifestação. Sendo quem e como sou, sinto-me preparado para me relacionar com o ser humano (e respeitá-lo) em todas as suas qualidades; os vícios; defeitos; manias. Deixar evidente o que me caracteriza é a minha prevenção pessoal.

Mas falo de arte; literatura; meio cultural; não é? Pois bem; esse meio não é feito para os preconceituosos; aqueles que distorcem; os que se deixam escandalizar facilmente... os fracos de alma. Não excluo ninguém, mas preciso saber quem é quem, onde se faz cultura em todas as vertentes.

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Respeite autorias. É lei

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